O Google deixou bem claro: experiência do utilizador é factor de ranking. E experiência, neste contexto, mede-se com três números — Core Web Vitals. Quem está fora dos limites, perde posição. Quem está dentro, ganha.
LCP — Largest Contentful Paint
Mede o tempo até o maior elemento visível ser pintado. Hero image, headline grande, vídeo principal. Limite: 2,5 segundos. Acima de 4 segundos, é "poor" — e o Google sabe.
O que costuma estragar: imagens não optimizadas, fonts a bloquear o render, servidor lento, falta de cache.
INP — Interaction to Next Paint
Substituiu o FID em Março de 2024. Mede a latência entre o utilizador interagir (clicar, tocar, escrever) e o ecrã responder. Limite: 200ms. Acima de 500ms, é "poor".
O que costuma estragar: JavaScript pesado a bloquear a main thread, listeners mal escritos, frameworks que renderizam de mais.
CLS — Cumulative Layout Shift
Mede quanto o layout salta enquanto a página carrega. Limite: 0,1. Aquele momento em que ias clicar num botão e o anúncio empurra-o para baixo? Isso é CLS.
O que costuma estragar: imagens sem width/height, fontes que mudam de tamanho ao carregar, ads e embeds inseridos depois do load.
Como medir
PageSpeed Insights mede em laboratório (simulação) e em campo (utilizadores reais via Chrome User Experience Report). Vale ver os dois — "lab" é controlado, "field" é o que conta para o Google.
Outro caminho: Search Console > Core Web Vitals. Aí mostra URLs específicas com problemas, agrupadas por padrão. É a forma mais directa de saber onde mexer primeiro.
O que costuma resolver 80% dos problemas
- Imagens em WebP/AVIF com width/height explícitos no HTML
- Fonts com preload e font-display: swap
- JavaScript dividido em chunks pequenos, com lazy loading do que não é crítico
- CDN à frente do servidor (Cloudflare, Vercel Edge, Cloudfront)
- Server-side rendering ou static generation para conteúdo público
- Eliminar libraries que ninguém usa mas que ainda estão no bundle
Estes seis pontos resolvem a maior parte dos sites mal pontuados. O resto é caso a caso — e é aí que entra trabalho de optimização sério.